terça-feira, 9 de dezembro de 2014

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pesquisa consegue reverter defeitos em neurônios de autistas clássicos



Nesta semana Jô Soares surpreendeu na TV. Em vez de começar seu tradicional programa de entrevistas com um tom humorístico, Jô deu uma aula sobre autismo. Seu filho autista, Rafael, com 50 anos, faleceu em decorrência de um tumor cerebral.

Se o tumor teve alguma relação com o autismo de Rafael não sabemos, mas é uma hipótese factível. Recentemente foi mostrado que cérebros de autistas contêm regiões com excesso de neurônios, o que, muito provavelmente, é causado por mutações em genes que regulam a divisão de células progenitoras neurais. Mas até o momento não existe nenhum estudo mostrando alta frequência de cânceres em indivíduos autistas. Nem consigo imaginar como era o mundo quando Rafael nasceu. Sabíamos muito pouco sobre autismo.

O estudo do autismo e outras doenças neurológicas é complicado porque não temos disponíveis para testes neurônios humanos de indivíduos afetados. Lógico que existem outros modelos, como o material post-mortem ou mesmo animais que simulam o comportamento autista. No entanto, nenhum desses modelos oferece as vantagens de um modelo experimental humano.

Reprogramação celularEm 2010, usamos uma nova estratégia para estudar o espectro autista, a reprogramação celular. Utilizando indivíduos com a síndrome de Rett como prova de princípio, reprogramamos células da pele em neurônios. Dessa forma, obtivemos neurônios vivos para estudos em laboratório pela primeira vez na história. Optamos por fazer isso com a síndrome de Rett porque entendemos a base genética: mutações num único gene, conhecido como MeCP2.

Descrevemos que neurônios derivados de indivíduos com síndrome de Rett eram menores e menos complexos que neurônios derivados de indivíduos não afetados. Além disso, neurônios Rett tinham dificuldade em estabelecer conexões nervosas ou sinapses. Talvez o mais impressionante foi mostrar que tratamentos com drogas experimentais foram capazes de reverter os defeitos desses neurônios, sugerindo que certas doenças do desenvolvimento neural poderiam ser tratadas ou mesmo curadas. Usando nossos métodos, outros pesquisadores reproduziram essa descoberta e também mostraram que a reversão era possível em outras formas sindrômicas de autismo, como a síndrome de Phelan-McDermid.

Na próxima semana, será publicado um novo trabalho de meu grupo, junto a colaboradores internacionais, mostrando que o que aprendemos com a síndrome de Rett também acontece com o autismo clássico (Molecular Psychiatry, 2014). Dessa vez, reprogramamos células da polpa de dente de leite de um indivíduo autista brasileiro. As células desse indivíduo fazem parte de um estudo que já estava em andamento por Maria Rita Passos-Bueno (Genoma/USP) desde 2008, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Quem liderou o artigo foi a brasileira Karina Griesi Oliveira, em parceria com um aluno americano, Allan Acab.

Mutação em gene de neurônioO que a Karina e o Allan mostraram foi que morfologia dos neurônios derivados desse autista mostrou-se menos complexa, com uma arborização menor do que o grupo controle. O número de sinapses e fisiologia das redes nervosas também estavam alteradas. Mas, ao contrário das formas sindrômicas do espectro, autistas clássicos possuem uma base genética complexa. Para entender o porquê dos defeitos nos neurônios desse paciente, decidimos sequenciar o genoma do paciente. Encontramos diversas mutações, inclusive uma que anulava uma das cópias do gene TRPC6. Esse gene codifica para um canal na membrana celular que permite a entrada de cálcio, um sinalizador para a formação de sinapses e maturação neuronal. Como o paciente possui apenas uma cópia funcional do gene TRPC6, isso explicaria a redução de sinapses e as alterações morfológicas observadas.

Mostramos que esse gene era realmente responsável pelos defeitos nos neurônios de duas formas. Primeiro, aumentamos a dose de TRPC6 nos neurônios do autista e eles passaram a se comportar como neurônios controle. Em seguida fizemos o oposto: reduzimos a atividade do TRPC6 em neurônios normais e estes se comportaram como se fossem autistas. Segundo, usamos uma droga chamada hiperforina, o princípio ativo da erva de São João (Hypericum perforatum), que estimula a entrada de cálcio pelo canal TRPC6. Curiosamente, o chá dessa erva é usado como um antidepressivo natural, ajudando casos de inquietação, ansiedade e nervosismo, principalmente na Europa. Ao expor os neurônios do autista a hiperforina por duas semanas, conseguimos reverter os falhas neuronais, aumentando o número de sinapses e recuperando as alterações morfológicas. É possível que o uso do extrato dessa planta ajude a melhorar os sintomas autistas em indivíduos com mutações nessa via metabólica. Até aonde sabemos, menos de 1% dos autistas carregam mutações nesse gene e se beneficiariam de um eventual tratamento.

Uma outra descoberta desse estudo foi que a atividade do gene TRPC6 é controlada pelo MeCP2 (o responsável pela síndrome de Rett). Isso mostra que diferentes tipos de autismos dividem vias moleculares semelhantes, algo muito útil do ponto de vista terapêutico. E para validar essa observação, testamos o efeito de IGF-1 (uma droga em teste clínico para síndrome de Rett) em neurônios do autista clássico. Como prevíamos, o IGF-1 também conseguiu reverter os defeitos nos neurônios do autista clássico, validando seu futuro uso clínico para autismo não-sindrômico.

Esse trabalho confirma a plasticidade dos neurônios humanos, capazes de se adaptar e reverter defeitos morfológicos e funcionais. É mais uma forte evidência de que o “estado autista” não é permanente, e pode ser reversível. Por muito tempo se acreditou que as síndromes genéticas do desenvolvimento seriam simplesmente incuráveis.

Abrimos precedente para a medicina personalizada para o espectro autista. Ao combinar a reprogramação celular com a genômica, conseguimos detectar vias metabólicas que estariam implicadas no quadro clínico, possibilitando receitar medicamentos e doses adequadas para cada individuo. Pode parecer ficção científica, mas não é. Num futuro próximo, cada autista terá seu genoma sequenciado e seu “minicérebro” em laboratório para estudo e testes de drogas.

Não sei o quanto o Jô Soares acompanha os avanços na pesquisa sobre o autismo, mas com certeza aprendemos muito nesses 50 anos. Compreendemos melhor as bases genéticas do autismo e sabemos que o determinismo genético não tem a última palavra. Desmistificamos as vacinas como causadoras do autismo e aprendemos mais sobre como outros fatores, como idade dos pais, podem contribuir para a frequência de autismo na população humana. Estamos vivenciando uma transformação conceitual que, em geral, precede movimentos revolucionários na medicina.
*Imagens: Alysson Muotri

 http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/espiral/post/pesquisa-consegue-reverter-defeitos-em-neuronios-de-autistas-classicos.html

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Medicamento para autismo será distribuído pelo SUS

Eu não faço uso de medicação psicotrópica no meu filho, inclusive já postei aqui sobre estas medicações, mas para quem usa olha a boa notícia!!

Portal EBC* 12.09.2014 - 15h09 | Atualizado em 12.09.2014 - 16h13
 
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer o primeiro medicamento para tratar os sintomas do autismo. O remédio, conhecido como Risperidona, será incorporado na rede pública e vai auxiliar na diminuição das crises de irritação, agressividade e agitação, sintomas comuns em pacientes com a doença.
Leia mais notícias
Entenda o que é o autismo
A Risperidona deverá estar disponível no início de 2015. De acordo com o Ministério da Saúde, o órgão investirá R$ 669 mil para a compra do remédio. A estimativa do governo é de que o tratamento esteja disponível para a população a partir do início de 2015 e que beneficie cerca de 19 mil pacientes por ano.
A doença
O autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como o Risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias. Entre os sintomas comuns, o autista olha pouco para as pessoas, não reconhece nome e tem dificuldade de comunicação e interação com a sociedade. Com variação do grau da doença, pacientes apresentam comportamento agressivo, agitado e isso exige cuidado e dedicação permanentes.
De acordo com a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 70 milhões de pessoas no mundo tenham a doença. No Brasil, a estimativa é que este número alcance duas milhões de pessoas.
O medicamento
O remédio é usado para tratar as chamadas psicoses. Isto significa que ele tem um efeito favorável sobre um certo número de transtornos relacionados ao pensamento e às emoções. De acordo com o fabricante do remédio, a Risperidona é indicada para o tratamento de transtornos do comportamento, para pacientes com demência nos quais os sintomas como agressividade, transtornos psicomotores ou sintomas psicóticos são comuns. Além do uso em pessoas com autismo, o medicamento é usado para os tratamentos de esquizofrenia e transtorno bipolar.
 

Robô inteligente auxilia no tratamento do autismo e no cuidado de idosos

Robô inteligente

23/10/2014 • 16:14
Um robô desenvolvido por uma empresa francesa está ajudando no tratamento do autismo e no cuidado de idosos. O projeto foi uma das inovações apresentadas na Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS) 2014 que terminou nesta quarta-feira (22), na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. Criado com o intuito de contribuir para o bem estar dos seres humanos, o robô Nao - palavra que significa cérebro em chinês - foi lançado em 2007 e pode ser programado para desempenhar diversas funções como ferramenta educativa e interativa para crianças e adultos.

Robô Nao possui inteligência artificial avançada (Foto: Orlando Neto/G1)

Desenvolvido pela empresa francesa Aldebaran Robotics, Nao tem 57 centímetros de altura e é equipado com câmeras no lugar dos olhos, microfones para responder aos comandos de voz, autofalantes e sensores variados. Além disso, ele possui dois processadores e acesso à rede de internet sem fio. O robô é capaz de ler e-mails e respondê-los por meio de uma conversa com o usuário, por exemplo. Hoje, já existem no mundo mais de 450 instituições que utilizam o Nao, entre elas a USP São Carlos e a Harvard University.

Matheus Mainardi, da Somai Tecnologia e Educação, empresa que representa a Aldebaran no Brasil, explica que a aplicação do robô para auxiliar em casos de autismo teve início de forma espontânea. “Ele foi apresentado em um evento e uma criança autista começou a brincar com ele. Como é um sistema que não possui emoções, a interação fez com que as pessoas que possuem essa disfunção se sentissem mais à vontade para brincar com ele. Assim, depois de alguns estudos, foi constatado que o Nao podia funcionar como um canal direto de comunicação entre um autista e outras pessoas”, declarou. Pensando nisso, a empresa francesa lançou em 2013 o Autism Solution for Kids (ASK) para o Nao, dedicado às necessidades especiais para o ensino dessas pessoas.

Mainardi explicou que o fato de permitir programação específica para realizar funções diferentes faz o robô ter possibilidades infinitas de aplicação. “Estamos apenas no começo. Ele é capaz de mostrar na prática algumas coisas que aprendemos apenas em teoria. Campos como a robótica, a matemática, a ciência da computação e a engenharia são muito melhor trabalhados por meio desse equipamento. Mesmo se contarmos apenas com as funções já conhecidas do Nao, as aplicações são infinitas. Imagine então quando mais pessoas passarem a programar seus próprios códigos e fazer suas próprias demandas ao robô”, pontuou.

Robô é capaz de dançar e até ensinar matemática (Foto: Orlando Duarte Neto/G1)Próxima etapa
A Aldebaran já prepara outra versão do Nao, o “irmão mais velho” dele, Romeo. A nova versão está em desenvolvimento desde 2009, mas já foi apresentada. Dessa vez, o alvo foi a população idosa, que poderá contar com a ajuda do robô. Ele tem 1,40 metro e pode ajudar pessoas que perderam sua autonomia auxiliando em atividades como abrir portas, subir escadas e até buscar objetos.

Aplicações e uso
No caso da RoboCup de futebol, que aconteceu durante a JCRIS, um time de Naos foi programado para desempenhar funções em campo como goleiro, zagueiro ou atacante. Assim como nos jogos entre humanos, os robôs eram vítimas de faltas e empurrões, sendo jogados no chão pelos outros em alguns momentos. Mesmo assim, sem nenhum tipo de intervenção humana, o robô se levanta sozinho com o apoio das mãos e volta à partida como se nada tivesse acontecido.

Em 2012, o G1 mostrou um sistema desenvolvido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, que fazia com que Nao reproduzisse gestos realizados por humanos. A pesquisa tinha como objetivo auxiliar pacientes em fisioterapia, além de promover a interação com crianças do ensino fundamental.

O humanóide, termo atribuído aos robôs que se assemelham a humanos, pode ser adquirido apenas por empresas ligadas ao ramo da educação ou, em alguns casos, de tratamento de determinadas condições como o autismo. As instituições interessadas em adquirir o Nao devem enviar uma inscrição ao Somai, que vai avaliar e aprovar o pedido caso se encaixe nas categorias requisitadas.

No entanto, Mainardi explica que logo o sistema deve estar aberto ao público. “Ele ainda pode ser considerado um protótipo, mesmo com tantas funções, já que ainda existem muitas outras a serem descobertas. Ele ainda está sendo testado, de certa forma. Quando for julgado que está pronto para atender ao público da melhor forma possível, com certeza deve ser comercializado abertamente”, afirmou.

G1
 http://www.portalaz.com.br/noticia/tecnologia/310704_robo_inteligente_auxilia_no_tratamento_do_autismo_e_no_cuidado_de_idosos.html
 

sábado, 1 de novembro de 2014

Composto químico do brócolis pode alterar sintomas do autismo




Doses de sulforafano, composto químico encontrado no vegetal, foram capaz de tornar mais sociáveis as pessoas diagnosticadas com autismo
Foto: Arquivo







Testes com sulforafano, também presente na couve-flor e no repolho, tornaram homens diagnosticados no espectro mais sociáveis

por O Globo
14/10/2014 10:16 / Atualizado 14/10/2014 10:25
Doses de sulforafano, composto químico encontrado no vegetal, foram capaz de tornar mais sociáveis as pessoas diagnosticadas com autismo - Arquivo




NOVA YORK - Brócolis, couve-flor, espinafre e repolho podem ajudar a conter os sintomas do autismo. Doses de sulforafano, composto químico encontrado nesses vegetais, foram capaz de tornar mais sociáveis as pessoas diagnosticadas com características do espectro.

Um estudo do Hospital Geral de Massachusetts para Crianças e da Universidade Johns Hopkins, em Boston, testou 44 homens de 13 a 27 anos, diagnosticados com autismo de moderado a severo. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um tomou sulforafano, outro tomou placebo. Dos 40 indivíduos que voltaram para acompanhamento, 26 que tomaram sulforafano tiveram pontuação significativamente melhor em avaliações de comportamento que os que receberam placebo. O composto químico tornou os autistas mais calmos e sociáveis.

A descoberta abre caminho para a criação de fármacos à base de sulforafano. Até agora as drogas usadas são capazes de controlar sintomas de agressividade, hiperatividade ou distúrbios do sono. Mas esse estudo indica que pode haver uma resposta química direcionada.

— Quando quebramos o código que revelava quem estava recebendo o sulforafano e quem tinha recebido o placebo, os resultados foram surpreendentes — contou ao Daily Telegraph” o coautor do estudo, Andrew Zimmerman, professor de Pediatria Neurológica. — Os resultados observados na escala social foram particularmente impressionantes, pela primeira vez causada por uma droga nesse espectro autista.

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O poder do sulforafano para melhorar as defesas naturais do organismo contra estresse oxidativo, inflamações e danos ao DNA foi descoberto em 1992.

Pessoas com autismo tendem a sofrer de várias anormalidades em suas células, incluindo inflamações e danos ao DNA, mas os médicos ainda são reticentes em relação a associação entre os vegetais e a doença.

O estudo não foi completamente positivo. Dois indivíduos que tomaram o sulforafano sofreram ataques – embora os pesquisadores apontem que isso pode ter acontecido por causa de uma condição pré-existente — e os tratados com o composto engordaram. Um terço dos que fizeram tratamento não respondeu ao suplemento e os efeitos não foram permanentes entre os que responderam bem, cessando assim que a dosagem foi suspensa.


Read more:
http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/composto-quimico-do-brocolis-pode-alterar-sintomas-do-autismo-14240483#ixzz3HrBXVggo

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Queridos amigos, por motivo de força maior estive afastada o blog!
Agora voltando aos poucos, com a saúde quase estabelecida, estarei respondemdo a todos, e postando novos artigos!

Att

Renata Oliveira

domingo, 27 de julho de 2014

Terapias probióticos para o autismo

CAIO ABUJADI
Dissertação apresentada a faculdade de medicina de São Paulo:
Programa de psiquiatria orientador Prof. Dr. Marco Antonio Marcolin
 
EUA 20120087895 A1
Resumo
Proporciona-se um método e uma composição para a melhoria do desempenho comportamental num indivíduo, compreendendo a identificação de um indivíduo com necessidade de tratamento, e proporcionar um tal indivíduo de uma composição compreendendo bactérias dentro do género Bacteroides.

Reivindicações(11)
1 . Um método de melhorar o desempenho comportamental em um indivíduo, que compreende, a identificação de um indivíduo com necessidade de tratamento, e proporcionar um tal indivíduo de uma composição compreendendo bactérias dentro do género Bacteroides , em que o indivíduo apresenta melhor desempenho comportamental.
2 . O método dereivindicação 1, Em que o indivíduo com necessidade de tratamento sofre de ansiedade, autismo, ASD ou um estado mental com alguns dos sintomas de CIA.
3 . O método dereivindicação 1, Em que a bactéria é seleccionada a partir de um grupo que consiste em B. fragilis, B. theta, B. vulgatus , e B. faecalis.
4 . O método dereivindicação 1, Em que a bactéria é uma mistura de vários membros de espécies diferentes dentro do género Bacteroides.
5 . O método dereivindicação 1, Em que o desempenho comportamental melhorada é determinada por meio de testes padrão comportamental.
6 . uma composição probiótica para melhorar o desempenho comportamental, que compreende bactérias dentro do género Bacteroides , em que o indivíduo apresenta melhor desempenho comportamental.
7 . O método dereivindicação 1, Em que a bactéria é seleccionada a partir de um grupo que consiste em B. fragilis, B. theta, B. vulgatus , e B. faecalis.
8 . Uma neutraceutical para melhorar o desempenho comportamental dos indivíduos, compreendendo bactérias do gênero Bacteroides , em que o indivíduo apresenta um melhor desempenho comportamental.
9 . O método dereivindicação 1, Em que a bactéria é seleccionada a partir de um grupo que consiste em B. fragilis, B. theta, B. vulgatus , e B. faecalis.
10 . Uma composição farmacêutica, que compreende bactérias dentro do género Bacteroides , e um veículo farmaceuticamente aceitável, em que a composição melhora a performance comportamental.
11 . Composição farmacêutica dereivindicação 9, Que compreende ainda um outro produto farmacêutico ou composto utilizado para tratar a performance comportamental, em que o composto farmacêutico ou não compreender quaisquer outras bactérias.
Descrição
Referência cruzada para APLICAÇÕES RELACIONADAS Esta aplicação reivindica o benefício de pedidos provisórios de patente n º s 61/391, 004, arquivado em 7 de outubro de 2010, e 61/472, 963 arquivado em 07 de abril de 2011, os quais são ambos incorporados por referência em sua totalidade.

GOVERNO DE FINANCIAMENTO / APOIO Esta invenção foi feita com o apoio do governo sob GM007616 concedido pelo National Institutes of Health. O governo tem determinados direitos na invenção.

CAMPO DA INVENÇÃO
A invenção refere-se a composições à base de probiótico e probiótico e um método de usá-las. Mais particularmente, ela relaciona-se com a utilização de Bacteroides fragilis ou bactérias relacionados para melhorar o comportamento mental dos indivíduos que sofrem de autismo, desordens do espectro do autismo (ASD) e / ou condições com sintomas relacionados, tais como a ansiedade. 
  
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO Transtornos do espectro do autismo (ASD) são a deficiência do desenvolvimento neurológico complexos, caracterizados por comportamentos repetitivos / estereotipados e déficits na comunicação e interação social. Estudos recentes destacam impressionante neural e desregulação imunológica periférica em indivíduos autistas. Além disso, um subconjunto significativo de crianças exibem ASD (GI) complicações gastrointestinais, incluindo o aumento da permeabilidade intestinal e composição alterada da microbiota intestinal. Além disso, o tratamento com antibióticos e dietas restritas são relatadas para melhorar os sintomas comportamentais em algumas crianças ASD (revisado por Buie et al., 2010).

BREVE SUMÁRIO DA INVENÇÃO Numa concretização, um método de melhorar o desempenho comportamental num indivíduo é proporcionado compreendendo, identificar um indivíduo em necessidade de tratamento, e fornecendo um tal indivíduo de uma composição compreendendo bactérias dentro do género Bacteroides , em que o indivíduo apresenta um melhor desempenho comportamental.
Em uma forma de realização do parágrafo [0005], o indivíduo em necessidade de tratamento sofre de ansiedade, autismo, ASD ou um estado mental com alguns dos sintomas de CIA.
Numa outra forma de realização do parágrafo [0005], a bactéria é seleccionada a partir de um grupo que consiste em B. fragilis, B. theta, B. vulgatus , e B. faecalis.
Em ainda outra forma de realização do parágrafo [0005], a bactéria é uma mistura de vários membros de espécies diferentes dentro do género Bacteroides.
Numa outra forma de realização, uma composição probiótica para melhorar o desempenho comportamental é fornecido compreendendo bactérias dentro do género Bacteroides , em que o indivíduo apresenta melhor desempenho comportamental.
Em ainda outra forma de realização, um neutracêuticas para melhorar o desempenho comportamental em indivíduos é fornecido compreendendo bactérias dentro do género Bacteroides , em que o indivíduo apresenta melhor desempenho comportamental.
Numa outra forma de realização, uma composição farmacêutica é proporcionada compreendendo bactérias dentro do género Bacteroides , e um veículo farmaceuticamente aceitável, em que a composição melhora a performance comportamental.
Numa outra forma de realização do parágrafo [0011], a composição farmacêutica compreende ainda um outro produto farmacêutico ou composto utilizado para tratar a performance comportamental, em que o composto farmacêutico ou não compreender quaisquer outras bactérias.

BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS Figo. 1mostra que MIA prole exibem elevada ansiedade no teste de campo aberto e que esta pode ser aliviada por tratamento probiótico. B. fragilis ou outras espécies bacterianas foram dadas em alimentos para 1 semana pós-desmame (desmame é a 3 semanas de idade).
Figo. 2mostra evidência histológica que adulto MIA descendentes apresentam uma maior infiltração de células inflamatórias de seus dois pontos. A inserção mostra uma visão ampliada de um agregado de células inflamatórias.
Figo. 3mostra elevados níveis de IL-17 em linfócitos de MIA prole. Neste caso, MIA foi induzida nos murganhos grávidas por tratamento com poli (I: C) ou uma única injecção de IL-6 recombinante. A citocina IL-6 foi previamente mostrado para induzir os mesmos sintomas ASD-como na prole resultante como poli maternal (I: C) injeção (Smith et al, 2007.).
Figo. 4mostra que MIA prole exibem níveis elevados de comportamento estereotipado / repetitivo no mármore enterrando testes, e que isto pode ser corrigido por meio do tratamento com bactérias probióticas. Filhos Adultos de solução salina e poli: mães (I C)-injetados foram testados para o percentual de mármores enterrados em um período de 10 min. B. fragilis e colonização de espécies relacionadas ao desmame impede o desenvolvimento de comportamentos repetitivos e compulsivos em comparação com MIA prole sem probiótico. Teste t de Student: * p <0,05 ** p <0,01. n = 14-20 animais por julgamento.
Figo. 5mostra o grau de vazamento de sonda de dextrano para a circulação de MIA prole dado um dos vários tipos de espécies bacterianas. O mais importante é a constatação de que MIA exibir uma síndrome "intestino solto" e que B. fragilis e outros Bacteriodes espécies testadas pode evitar esse transtorno.]

DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO O termo "dose eficaz" é uma quantidade que resulta numa redução, inibição ou prevenção da doença / anormalidade / sintomas comportamentais no indivíduo. A quantidade de B. fragilis ou outro probiótico necessários para atingir esta pode ser determinada por uma pessoa com conhecimentos na arte.
O termo "indivíduo" como aqui utilizado inclui um único organismo biológico, em que a inflamação pode ocorrer, incluindo, mas não limitado a animais e, em particular, animais superiores e, em particular, os vertebrados, tais como mamíferos e, em particular, seres humanos.
O termo "condição / doença / sintoma" ou "anormalidade comportamental" ou como é aqui utilizada significa sintomas expressos por um indivíduo com um transtorno mental, tais como, mas não limitados a ansiedade, autismo, transtornos do espectro do autismo, X frágil, síndrome de Rett, tuberosa esclerose, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de déficit de atenção ou esquizofrenia. Os sintomas acima mencionados são alguns dos que exibiu pela prole MIA.
O termo "indivíduo em necessidade de tratamento" significa uma pessoa que expressam ou que sofrem de um ou mais dos sintomas comportamentais transtorno / mencionados acima. Uma pessoa devidamente qualificado é capaz de identificar tal indivíduo em necessidade de tratamento utilizando protocolos padrão de teste / orientações comportamentais. Os mesmos protocolos de ensaio / orientações comportamentais também pode ser utilizado para determinar se existe melhoria de transtorno / sintomas do indivíduo; e determinar a dose mais eficaz de o B. fragilis célula para dar a um indivíduo em necessidade do tratamento.
O termo "melhoria do desempenho comportamental" como aqui utilizado significa uma prevenção ou redução da gravidade ou de frequência, em qualquer extensão, de um ou mais dos sintomas do transtorno / / anormalidades comportamentais acima expressas pelo indivíduo. A melhoria é observada tanto pelo indivíduo tendo o tratamento si ou por uma outra pessoa (médico ou de outro modo).
O termo "tratamento" como aqui utilizado indica qualquer actividade que faz parte de um instrumento médico (prescritas pelo médico) ou não medicamente aprovado (ou seja, sem receita médica, incluindo, mas não limitados a vitaminas, ervas, suplementos; probióticos etc) que cuidados lida com uma condição / sintoma, tal como descrito acima.
O termo "prevenção" aqui utilizado indica qualquer atividade que reduz a carga do indivíduo mais tarde expressar esses sintomas comportamentais. Isto ocorre em níveis de prevenção primária, secundária e terciária, em que: a) a prevenção primária evita o desenvolvimento de sintomas / doença / condição; b) atividades de prevenção secundária são destinadas a estágios iniciais do tratamento condição / doença / sintoma, aumentando assim as oportunidades de intervenções para prevenir a progressão da doença / desordem / sintomas e aparecimento de sintomas; e c) prevenção terciária reduz o impacto negativo de uma condição / doença / sintoma já estabelecido pela restauração da função e reduzindo qualquer condição / doença / sintoma ou complicações relacionadas.
Os transportadores farmaceuticamente aceitáveis ​​adequados ou pode ser, mas não se limitando a, um excipiente orgânico ou inorgânico, sólido ou líquido, o qual é adequado para o modo seleccionado de aplicação, tais como a aplicação por via oral ou por injecção, e administrado sob a forma de uma preparação farmacêutica convencional. Tal inclui a preparação sólida tal como comprimidos, grânulos, pós, cápsulas, e líquidos, tais como solução, emulsão, suspensão e semelhantes. O referido veículo inclui amido, lactose, glucose, sacarose, dextrina, celulose, parafina, glicérido de ácido gordo, água, álcool, goma arábica e semelhantes. Se necessário, podem ser adicionados auxiliares, estabilizador, emulsificante, um lubrificante, um aglutinante, um controlador de ajuste de pH, um agente isotónico e outros aditivos convencionais.
O veículo farmaceuticamente aceitável ou apropriado pode também incluir outros compostos que se sabe ser benéfico para uma situação auditivos do tracto GI (por exemplo, antioxidantes, como a vitamina C, vitamina E, selénio ou zinco); ou uma composição alimentar. A composição alimentar pode ser, mas não se limita a pós à base, leite, iogurte, coalhada, queijo, leites fermentados, produtos fermentados à base de leite, gelados, produtos fermentados à base de cereais, leite, fórmulas infantis, comprimidos, suspensões bacterianas liquidas, suplemento oral em pó ou suplemento oral molhado.
O termo "neutracêuticas", tal como aqui utilizado, significa um material alimentar (como alimentos enriquecidos ou um suplemento dietético) que proporciona benefícios para a saúde. Alimentos nutracêuticos não estão sujeitos ao mesmo teste e regulamentos como drogas farmacêuticas.
O termo "probiótico", como aqui usado significa microorganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro. Os probióticos podem estar disponíveis em alimentos e suplementos dietéticos (por exemplo, mas não se limitando a cápsulas, comprimidos e pós). Exemplos de alimentos que contêm probióticos são iogurte, leite fermentado e não fermentado, miso, tempeh, e alguns sucos e bebidas de soja.
O termo "extracto" tal como aqui utilizado indica, quer o material insolúvel ou solúvel de material obtido a partir do B. fragilis ou de espécies relacionadas, utilizando vários métodos físicos conhecidos dos especialistas na arte, incluindo produtos químicos, imunológicas ou bioquímicas, mas não se limitando a, precipitação, centrifugação, filtração, cromatografia em coluna, e um detergente de lise.
O termo "lisado celular total" refere-se a fracção obtida quando a B. fragilis ou espécies relacionadas são lisadas com detergente ou por outros meios químicos ou físicos.
O termo "nativo", quando utilizado em ligação com materiais biológicos tal como moléculas de ácidos nucleicos, polipéptidos, células hospedeiras, células bacterianas / cepas e semelhantes, refere-se a materiais que são encontrados na natureza, e não manipulados pelo homem.
O termo "isolado" quando usado em ligação de materiais biológicos, tais como moléculas de ácidos nucleicos, polipéptidos, células bacterianas, células hospedeiras, células bacterianas / cepas e semelhantes, refere-se aos materiais acima mencionados isoladas ou purificadas, em que estes materiais não ocorrem naturalmente e / ou onde eles têm características muito diferentes ou distintas em relação aos encontrados no material nativo.
O termo "não-desnaturada" é aqui utilizado refere-se a quando a bactéria é congelada num meio e, em seguida, passa por um processo de liofilização. Essas bactérias não desnaturados podem ser misturadas com outras substâncias / compostos / transportadores / aditivos e dado em forma de uma pílula, comprimido ou líquido para pessoas que necessitam de melhoria comportamental. As bactérias não desnaturadas também pode ser misturado em alimentos (biscoitos, iogurte, leite, etc.)
O termo "medicamentos ou compostos convencionais", como aqui utilizados no contexto de "outros produtos farmacêuticos convencionais ou compostos utilizados no tratamento de transtorno / sintomas comportamentais refere-se aos produtos farmacêuticos ou compostos que pessoas de especialistas na matéria (incluindo mas não limitado a médicos) convencionalmente usar para tratar o acima indicado condição / doença / sintoma "ou" anormalidade comportamental.
O termo "relacionadas", tal como aqui utilizado no contexto de " B. fragilis e espécies afins "refere-se às outras espécies no gênero Bacteroides (ou não), que foram mostrados para ter um efeito positivo sobre comportamentos como aqueles testados aqui.
O laboratório Patterson desenvolveu um modelo de rato que tem tanto de construto e validade de face para o autismo, MIA (ativação imune materna) (revisto em Patterson, 2011). Isto é baseado em evidências epidemiológicas de que a infecção viral ou bacteriana durante a gravidez aumenta o risco de ASD na prole (Atladóttir et al., 2010). Neste modelo animal, ratas grávidas que recebem uma infecção respiratória no meio da gestação, ou que recebem o double-stranded RNA viral mímico, poli (I: C), produzir descendentes com uma série de comportamentos anormais, incluindo os sintomas característicos da repetitivo / comportamentos compulsivos e déficits na interação social e comunicação (Patterson, 2011). Além disso, MIA prole exibir uma neuropatologia específica que é comum em ASD, espacialmente restrita déficits nas células de Purkinje (Patterson, 2011). Recentemente, a colaboração entre os laboratórios de Sarkis Mazmanian e Paul Patterson descobriu que a descendência de MIA exibem anormalidades no sistema imune e no tracto gastrointestinal. Mais importante, alguns dos sintomas comportamentais ASD-como pode ser corrigida ou prevenida por meio da manipulação da microbiota da prole MIA. Este tratamento é baseado no trabalho anterior do grupo Mazmanian mostrando a eficácia do B. fragilis tratamento em vários GI e doenças inflamatórias sistêmicas (Round et al., 2009, 2010).
Experimento 1 Colonização com B. fragilis Diminui a ansiedade em ambos os MIA e Offspring Controle O teste de campo aberto é um teste de ansiedade em condições moderadamente estressantes e ASD assuntos exposição reforçada ansiedade em tais circunstâncias. Os filhotes são testados no campo aberto para determinar os efeitos do B. fragilis e um número de outras espécies bacterianas sobre o comportamento de ansiedade. Os grupos de ratas grávidas (n> 3) são tratados em E12.5 com poli (I: C) para induzir a MIA, ou solução salina como controlo (. Smith et al, 2007) Imediatamente após o desmame da descendência são colonizados com uma das bactérias mostrados (dada em alimentos) ou não, por uma semana. Os ratos são colocados em uma caixa aberta iluminada, ea atividade é registrada por uma câmera de vídeo e analisados ​​usando o software Ethovision (Noldus). O número de entradas em, e o tempo gasto em, no centro da arena são medidos. Como esperado, MIA filhos passam menos tempo no centro do campo aberto e inseri-lo com menos frequência do que controlar a prole, indicando aumento da ansiedade (Figo. 1). O tratamento com B. fragilis e outras espécies de Bacteroides evita o comportamento anormal na prole de MIA, indicando que este tratamento probiótico reduz a ansiedade em animais normais bem como em ratinhos modelo de CIA. Em contraste, os não- Bacteroides espécies, E. facaelis , não é capaz de prevenir a ansiedade nos descendentes MIA. Assim, existe a especificidade entre as espécies bacterianas testadas. (As diferenças citadas são significativas para p <0,05 e 0,01)
2. O trato GI de MIA Filhos Displays Patologia Os dois pontos de adulto MIA e controle prole foram preparados para histologia e corados com H & E. Como ilustrado na Figo. 2, Existe um infiltrado celular muito significativa em MIA prole. Isto foi visto em 4 dos 5 camundongos MIA examinados. Em contraste, este tipo de infiltração foi observada em apenas 1 de 5 ratinhos de controlo. A identidade das células que se infiltram no cólon é examinado.
3. Linfócitos em GI-Associated, mesentéricos Linfonodos de Geração de MIA Mães Mostrar elevados de citocinas Lançamento com a estimulação Para avaliar o estado de ativação de linfócitos associados ao trato gastrointestinal, linfonodos mesentéricos foram dissecados da prole adulta de mães controle, filhos de mães MIA tratados com poli (I: C), e filhos de mães MIA tratados com IL-6. As células CD4 + foram isoladas e tratadas em cultura com PMA e ionomicina. Os sobrenadantes foram ensaiados quanto a IL-6 (não mostrado) e IL-17 (Figo. 3). Em ambos os dias testados, os linfócitos de MIA prole exibir libertação de citocinas maior do que os controlos.
4. Teste de mármore Enterrar Um dos testes usados ​​para ensaiar estereotipado, um comportamento repetitivo / compulsivo em roedores é mármore enterrando Os animais são colocados numa gaiola com uma série de bolas localizadas no topo da cama. O número de bolas de gude enterrados em um determinado período é medida para quantificar esse comportamento repetitivo. Nós achamos que MIA prole enterrar muitas mais mármores do que os controles (Figo. 4soro fisiológico versus poli (I: C)). Notavelmente, MIA prole tratados com B. fragilis ou outros Bacteroides espécies não apresentam este sintoma ASD-like (Figo. 4). Além disso, tal como no teste de campo aberto, o tratamento com os não- Bacteroides espécies, E. facaelis , não impede ansiedade nos filhos MIA. (As diferenças citadas são significativos a p <0,05)
5. Restauração da função epitelial Barreira Desde Bacteroides espécies podem prevenir anomalias ASD-como comportamentais na prole MIA, e estes exibição prole GI patologia, que era de interesse para perguntar se os probióticos também prevenir os sintomas gastrointestinais. Função de barreira GI epitelial pode ser testada por gavaging do rato com um dextrano marcado que é suficientemente grande de tal modo que, normalmente, não vazar o banhista em quantidades significativas. Quando a função de barreira é comprometida, como por gavaging com sulfato de sódio dextrano (DSS), a sonda dextrano rotulado vaza para a circulação (Figo. 5). Este é o controle positivo para o "intestino solto", um sintoma encontrado em um grande subconjunto de crianças com ASD.
Mais importante, o adulto MIA prole também apresentam níveis muito significativos do intestino permeável, e isto pode ser evitado por pós-desmame tratamento com todas as espécies Bacteroides testados, mas não com o não- Bacteroides, E. faecalis (Figo. 5). Assim, a eficácia da terapia probiótico no tracto GI corresponde com a especificidade da terapia comportamental.
Dados os resultados acima, as semelhanças entre o modelo de MIA e as respectivas doenças humanas (incluindo os cardeais sintomas comportamentais de ASD e neuropatologia característica da ASD e comportamento e neuropatologia característica da esquizofrenia, que ambos compartilham o fator de risco de infecção materna; revisto em Patterson , 2011), seria de esperar que os indivíduos que necessitam de tratamento poderia ser dada B. fragilis ou bactérias relacionadas em uma cápsula, comprimido, neutraceutical, ou outra forma de probiótico, eo indivíduo se mostrar sinais de melhoria do desempenho comportamental. A dose eficaz para um tal indivíduo pode ser determinada facilmente pelo indivíduo submetido ao tratamento si ou por um outro indivíduo. Por exemplo, os próprios indivíduos poderiam determinar se os seus sintomas de ansiedade foram melhorados após tomar a quantidade adequada de probiótico. Os indivíduos com necessidade de tal tratamento pode tomar a probiótico quando necessário ou antes do momento em que esperar a ocorrência de anormalidade comportamental poderia ocorrer, por exemplo, quando o indivíduo acredita que o próximo dia seria stressante.
As seguintes referências são aqui incorporadas por referência na sua totalidade:
  • Atladóttir, HO, Thorsen, P., Ostergaard, L., Schendel, DE, Lemcke, S., Abdallah, M., Parner, ET 2010 A infecção materna requerendo hospitalização durante a gravidez e transtornos do espectro do autismo.. J Autism Desenvolvimento Dis 40: 1423-1430.
  • Buie, T., DB Campbell, GJ Fuchs, 3, GT Furuta, J. Levy, J. Vandewater, AH Whitaker, D. Atkins, ML Bauman, AL Beaudet, EG Carr, MD Gershon, SL Hyman, P. Jirapinyo, H. Jyonouchi, K. Kooros, R. Kushak, P. Levitt, SE Levy, JD Lewis, KF Murray, MR Natowicz, A. Sabra, BK Wershil, SC Weston, L. Zeltzer e H. Inverno. . 2.010 Avaliação, diagnóstico e tratamento de distúrbios gastrointestinais em indivíduos com ASDs: um relatório de consenso. Pediatrics 125 Suppl 1: S1.
  • Patterson, PH de 2011. Recursos de modelagem de autismo em animais. Pediatric Res 69:34 R-40R.
  • Redonda, JL, e SK Mazmanian. 2009. A microbiota intestinal molda respostas imunes intestinais durante a saúde ea doença. Nat Rev Immunol 9:313.
  • Rodada, JL, RM O'Connell, e SK Mazmanian. .. 2010 Coordenação de respostas imunes tolerogênicas pela microbiota comensal J Autoimmun 34: J220.
  • Smith, SE, J. Li, K. Garbett, K. Mirnics e PH Patterson. 2007. Maternal ativação imune altera o desenvolvimento do cérebro fetal através de interleucina-6. J Neurosci 27:10695.









quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vitamina B12, atividade de síntese de methionina e status de thiol metabolite no cérebro autista

Autism One 2014 – Dr Richard Deth

Essa aula do Dr Deth no Autism One é fantástica! Dá um trabalhão ouvir, entender (sem poder ver os slides, pois não mostra), resumir e traduzir, mas creio que ficou bom. Qualquer observação construtiva é bem-vinda. Fiz o melhor que pude aqui, esse é um assunto que me interessa porque estou aguardando resultados de exames genéticos, dentre outros, e, mais que nunca, preocupada com a aplicação precisa e eficaz de suplementações! Infelizmente não poderei ficar respondendo perguntas sobre o assunto, pois também o estou estudando (devagar e sempre) e para chegar nesse ponto de estudo temos que entender outras coisas básicas para tal, então…(“mantenham a calma e vão devagar!”) :) Enjoy!
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Início da palestra:
Stress oxidativo – A natureza tem sua forma de administrar o corpo corretamente para que este não esteja super oxidado ou oxidado “de menos”, por assim dizer. Temos que evitar o excesso ou uma super redução desse processo.
Ele usa o termo REDOX – que é pra representar o meio termo entre estar muito reduzido ou muito oxidado. O objetivo é homeostase – Habilidade de manter o corpo em equilíbrio metabólico perfeito.
Esse equilíbrio acontece quando o stress oxidativo é controlado e encontra-se em estado ideal de equilíbrio.
A chave aqui é a glutathiona. E o que é? Glutathion é o maior antioxidante de todos os tecidos do corpo. Glutathion deve tomar muito nossa atenção no autismo!
Temos que pensar que tem algo de muito errado acontecendo no mundo nos últimos anos – o impacto ambiental, que impacta os níveis de glutathiona.  O aumento e acúmulo desse impacto nas pessoas = Poluição, vacinas, pesticidas, mercúrio, acetaminophen, etc…
Quando pesquisamos nas crianças autistas descobrimos que a glutathion é baixa no sangue. Pelo menos 1/3 menor que o normal de acordo com pesquisas, isso é muito!
 Não só a Glutathiona, mas outros metabólitos relacionados, do grupo metil, por exemplo.
 Isso significa que temos problemas com poucos antioxidantes e isso afeta o processo de metilação. Então = um estado de stress oxidativo alto.
Fizemos um estudo em crianças autistas onde encontramos baixo nível de folato e B12. Essas crianças apenas tinham 50% do nível normal de glutathiona no sangue, ou seja,  metilação prejudicada.
A molécula de glutathiona pode reduzir stress oxidaticvo como H2O2 GSSG = glutahiona oxidada se ligando à molécula de hidrogênio.
A questão é que muitas células do corpo operam num nível específico e ideal para fazer as enzimas e células trabalharem da melhor forma.
 Tudo bem, qualquer pessoa pode ter inflamação por um tempo, mas isso passa. O problema é quando temos inflamação sistêmica e constante.
Então como as células fazem a glutathiona?
É feita no aminoácido cisteína.  A quantidade de glutathiona na célula é limitada pela quantidade de cisteína. Temos que prestar atenção na cisteína para saber como a natureza regula níveis de glutathiona.
As células em geral no GI e no sistema imune podem conseguir transporte de cisteina de fora pra dentro da célula para ser transformado em glutathiona. Só que tem fatores que desligam e que ligam esse transporte.
Ciclo de metilação – começa com a metionina que vc obtem da proteína em geral dos alimentos que se liga a um grupo súlfur uma vez ativada pela ATP. Tem muitas reações de metilação acontecendo ao mesmo tempo. A metilação dos nossos genes, a maetilação do nosso DNA. Vamos seguir esse raciocínio…
(Gente, aqui tenham em mente que não visualizo os slides dele e ele está mostrando aqui um esquema ilustrado que seria muito importante para o entendimento do processo)
 A Homocisteina é um ponto de decisão do ciclo: -Se vai pra esse lado “direito”, faço glutathiona (caminho do antioxidante)OU -Se vou para esse outro lado “esquerdo”-  Cisteína e glutathiona- se for o processo certo.
Mas “a esquerda” temos um novo grupo methil para fazer methionina denovo, do grupo folato – dependente da síntese de B12. Isso completa o ciclo. Pra que caminho a homocisteina vai?
Bem, depende do que vc precisa mais naquele momento! Esse é o processo natural do corpo! Se vc precisa de mais antioxidante então o caminho escolhido será do antioxidante em direção a glutathiona e a atividade de metilação não será a escolhida pq esse é o caminho relacionado ao stress oxidativo.
Se vc precisa de antioxidante, então a metilação é desligada. Oxidação regula metilação e metilação regula tudo!  É uma maneira de explicar tudo isso!
Mas onde conseguimos a cisteína?…na comida que consumimos! Proteínas ! A cisteína pode ou não ser absorvida pelo organismo!! Há várias coisas que implicam na absorção dela no trato GI, por exemplo! (Aqui eu parei pra pensar como não adianta mandar ver suplementação na criançada que está com trato GI todo “bagunçado” porque absorção não vai rolar e você não consegue ver resultado!)
Imagine esse processo – cisteína entra no corpo e vai para o sangue, que depois vai pro fígado e é convertida na sua forma oxidada… então, sai do fígado e vai para o cérebro, que só admite cisteína oxidada para prover antioxidantes aos neurônios.
O cérebro é um compartimento separado do resto do corpo. O cérebro precisa de antioxidante 10 vezes mais que o resto do corpo! O cérebro tem uma situação especial e está mais vulnerável se não tem o suficiente.
Se você olhar dentro dos neurônio e avaliar o que está dentro da celula nervo,  o resultado é uma menor quantidade encontrada que no resto do corpo.
Então, como eles conseguem fazer metabolismo ativado sem quantidade suficiente? Selênio é a resposta!  Eles precisam de muito selênio para compensar e quantidade baixa de glutathiona. Mas porque a glutathion está baixa se houver uma entrega maior de cisteína pro cérebro terá um grande efeito pq eles tinham pouco e se vc der mais faz gde diferença pros neurônios. O baixo nível de cisteína nos neurônios os deixa muito sensíveis em suas “sinalizações” que é a habilidade de controlar a célula mudando seu nível de glutathiona.
Vamos ver alguns truques do cérebro. Podemos estimular ou bloquear esse processo de sinalização!
 No processo de transsulfuração que é a conversão da homocisteina em antioxidantes. Transulfuração = O caminho de fazer antioxidantes. (eu não tenho certeza aqui se é trasnsulfatação o termo correto em português)
A enzima metionina sintetase é muito sensível ao estado oxidativo da célula. Se há um problema de oxidação ele desliga a síntese de metionia para que homocisteina faça mais antioxidantes. O Co-fator aqui nesse processo é a B12. Nos autistas, se não há antioxidantes suficientes isso n vai funcionar direito. Se há um problema de oxidação ele desliga várias reações de metilação como a melatotina, níveis de creatinina, etc… TODOS são controlados pelas condições de oxidação!  Sendo que a metilação de DNA é a mais importante delas!
Quando o DNA é metilado, carbonos são adicionados em lugares específicos e quando essa metilação é pesada ou densa os genes são condensados juntos e desligados. Se não estão metilados estão “abertos” e disponíveis para serem ligados. Então, vc pode ligar ou desligar genes apenas controlando o nível de metilação de DNA. O que é muito importante, especialmente durante os anos de desenvovimento da pessoa.
Então temos uma enzima que controla metilação e síntese de antioxidante. Esse equilíbrio é necessário!
Observando cérebros pos mortem de crianças autistas elas têm menos mensageiros RNA, é como se fossem pessoas idosas, porque isso diminui mesmo com a idade. Então é isso que parecia que estávamos analisado o cérebro de um idoso nesse aspecto. Quando vc é jovem tem que ter níveis bem maiores e isso tem a ver com neuroplasticidade, ou seja …formação de sinapses! (Nota minha: essa parte Merzenich não tinha me contado! Chocada! Mas, tem mais…)
Metilação controla tanto o metabolismo que vc pode fazer tantas sinapses e melhorar a memória e fazer novas conexões à partir dela. Se vc perde neuroplasticiade vc não retém muita informação. Queremos ampliar e mudar conexões e não deixá-las estáticas que é o que de fato pode acontecer no cérebro do autista afetado nesse processo. O que só ocorreria naturalmente na velhice. Este ainda é um conceito que estamos aplicando e estudando.
Então, as reações de metilação afetam cada etapa do processo bioquímico pelo qual o DNA é convertido em RNA mensageiro e RNA mensageiro converte-se em proteínas que duram por um tempo, mas logo tem que ser revigoradas e refeitas … e todos esse eventos estão sujeitos à regulação de metilação! Então é um processo controlador de todas essas funções! Todos os sistemas são responsivos a esse sistema central!
Então desenvolvemos um estudo para classificar as diferentes formas de b12.
Não está publicado o estudo ainda, está em processo e deve sair por estes dias, mas em indivíduos normais o nivel de b12 no cortex pre- frontal em um grupo de 60 a 80 anos é muito baixo comparado a um grupo de pessoas que têm até 20 anos, por exemplo. No sangue os níveis não mudam, mas no cérebro sim! O cérebro perdeu MB12 ao longo dos anos!  Isso indica que há uma diminuição com a idade.
Em cérebros de fetos – MB12 é alta, mas já começa a diminuir quando a criança nasce!  Ciano cobalamina é uma forma instável de b12 e é alto nos cérebros do feto! Nem sabemos de onde veio essa ciano cobalamina. Provavelmente de uma bactéria que faz grupos ciano da placenta da mãe!
 E então nos cérebros das crianças com autismo, podemos constatar que possuem menos de 1/3 do ideal para a idade em um estudo com cérebros  de idade entre  4 a 10 anos. Então, sim há um deficit de MB12 nessas crianças.
É uma característica específica do cérebro autista e o problema é como fazer a MB12 chegar no cérebro e atravessar a BHE . Há sinais que não há glutathiona suficinete nessas crianças, então há algo que limita a disponibilidade de MB12! Só pessoas idosas tem essas mesmas deficiências que as crianças autistas.
Também medimos metabolitos nesse cérebros. Há um padrão anormal . Crianças com autismo mostram ter menos . É como se os cérebros autistas tivessem mostrando sinais prematuros de pessoas com idade já avançada.
O que controla, portanto, a entrada dessa B12 no cérebro?  É isso que precisamos saber. Parece ser (o que ele chamou de) “acloroid plexis”  – é onde os vasos sanguíneos interagem com as células epiteliais que regulam a entrada de substancias no cérebro. Então pensamos que as proteinas  (que ele chamou de) “megalin”  interage com outras proteinas e isso ajuda a levar a carga pro cerebro. São proteinas que conectam com a B12. Essas moléculas “megalin” são chave pra transportar b12 pra dentro da BHE, cruzar a barreira sanguinea cerebral.  Acreditamos que o deficit nesse processo pode estar sensivel justamente ao stress oxidativo!
 Essa “via” também é a forma como o folato entra no cérebro! Então vejam que temos 2 fatores principais aqui (entrada de B12 e de folato) implicando na síntese de metionina! A falha nesse processo de transporte geraria baixo folato e baixa B12 no cérebro, essa é a hipótese na qual estamos trabalhando.
Então autismo tem a a ver com estresse oxidativo e glutathion.  Então por que algumas crianças autistas se dão melhor com a dieta SCSG ?
Vamos conectar os pontos.  Ingestão de gluten e caseina interferem no processo de absorção de cisteina!
As intolerâncias alimentares crescem na sociedade, principalmente ao leite e gluten. Reconhecemos que na proteina do leite – caseina, é quebrado na digestão e libera os peptídeos opióides fazendo atividade de caseomorfinas – o leite age como a morfina mesmo para as moléculas. O leite de vaca pode dar mais ou menos efeito nesse sentido.
Tanto o gluten como a caseína inibem a entrada de cisteína e, portanto, os níveis de glutathion caem!  Lembrem-se que o trato intestinal é a entrada do corpo para suprimento de cisteína.
Torna-se um problema sistêmico se a absorção de cisteína não der certo, pois não chegará ao cérebro. Vai sair um trabalho publicado sobre isso a qualquer momento.
Então, nesse processo aumenta-se também estresse oxidativo. Os efeitos epigenéticos do leite e do gluten são notáveis. A epigenética é a interação dos genes com o seu embiente, é uma serie de processos metabólicos, cujo mais importante é a metilação do DNA. Ela pode reprimir expressão dos genes ou regulá-los e sem mudar a sequência, mas pode ser passado de geração a geração. Gens podem ser ligados ou desligados, mas se estamos expostos a isso ou aquilo isso afeta não só uma, mas todas as gerações seguintes, esse impacto é contínuo, isso é epigenética. É a marca que deixamos nas nossas células para as nossas futuras gerações. (Nota minha: ele perguntou para a platéia quem sabia o que era epigenética e convocou todos a se familiarizarem com o termo, pois deve nortear muita coisa e deve chamar atenção e crescer sua importância pro tratamento do autismo nos próximos anos, ainda vem muita novidade na área de epigenética por aí!) (e eu imagino que na nutrigenômica também)
Minha mensagem final que amarra minha palestra:
O cérebro é um compartimento epigenético especial onde o estresse oxidativo atua como uma ferramenta fazendo mudanças epigenéticas que envolvem a metilação.
Quando isso dá errado nos estágios prematuros do desenvolvimento você tem o autismo. Quando dá errado no meio do caminho você tem a esquizofrenia.  E quando dá errado no final da vida você tem alzheimer e outras doenças degenerativas do cérebro!
FIM
(Tradução e resumo livres por: Evellyn Diniz)
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 FONTE:http://poderdospais.wordpress.com/2014/06/02/autism-one-2014-dr-richard-deth-vitamina-b12-atividade-de-sintese-de-methionina-e-status-de-thiol-metabolite-no-cerebro-autista/

sábado, 17 de maio de 2014

Estudo sugere que autismo pode desaparecer

Estudo sugere que autismo pode desaparecer


 
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Algumas crianças com diagnóstico de autismo deixaram de ter os sintomas que caracterizam a doença. As conclusões de um estudo americano põem em causa a ideia de que se trata de uma condição incurável e para toda a vida, mas os especialistas reagem com cautela.
 
foto JOANA BOURGARD/Arquivo JN
Estudo sugere que autismo pode desaparecer
Autismo é uma perturbação do desenvolvimento
 
O estudo do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, publicado no "Journal of Child Psychology and Psychiatry", sugere que o autismo pode desaparecer nalgumas crianças, mas não é conclusivo. São necessárias mais pesquisas para explicar estes resultados.
Deborah Fein, investigadora da Universidade de Connecticut, citada pela BBC, explica que estudou 34 crianças a quem foi diagnosticada a perturbação de autismo nos primeiros anos de vida, bem como outras 34 sem qualquer problema da mesma turma.
Os resultados da avaliação cognitiva e comportamental foram idênticos em todos os alunos. Ou seja, não foram detetados quaisquer problemas de linguagem, reconhecimento facial, comunicação ou interação - sintomas característicos do autismo.
Foram também avaliadas outras 44 crianças da mesma idade, sexo e com quoficiente de inteligência não verbal idênticos e que tinham sido sinalizadas com autismo de elevado funcionamento (também designado de síndrome de Asperger), uma perturbação que se integra no espectro do autismo, mas sem afetação de inteligência e com sintomatologia menos grave. Da comparação das crianças que revelaram já não ter sintomatologia autística com os de elevado funcionamento ficou claro que os défices sociais dos primeiros eram mais ligeiros, ainda que acompanhados de problemas graves de comunicação e comportamentos repetitivos.
Os investigadores analisaram os processos clínicos para determinar se os diagnósticos teriam sido bem estabelecidos e não foram encontrados motivos para colocar em causa a sua exatidão.
O diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, Thomas Insel, considera que, embora o diagnóstico de autismo geralmente não mude com a idade, este estudo sugere que há um leque variado de possíveis resultados e que é preciso aprofundar o impacto da terapia e de outros fatores no desenvolvimento a longo prazo da doença.
O reduzido número de crianças estudadas é uma das críticas apontadas à controversa investigação. "É preciso não tirar conclusões apressadas acerca da natureza e complexidade do autismo", adverte a diretora da Sociedade Nacional do Autismo do Reino Unido. E acrescenta que "com terapia e apoio intensivos, é possível que um pequeno grupo de indivíduos com autismo altamente funcional aprendam estratégias que podem mascarar a condição e alterar os resultados dos testes". Realça, porém, que até os autores da investigação reconhecem que o autismo é condição que não se perde ao longo da vida e que é fundamental não deixar de apoiar os portadores e suas famílias.
A Associação Americana de Psiquiatria está atualmente a rever o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, a "bíblia" que médicos e psicólogos usam para classificar as doenças de foro psicológico. A nova versão deverá optar pela designação de "perturbação do espectro do autismo" para as diversas formas de autismo.
O autismo é uma perturbação do desenvolvimento que se manifesta por dificuldades sociais e de comunicação e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Isenção do IPVA

c)Veículo de Portador de Deficiência Física,Visual, Mental severa ou profunda, ou Autista:

- Para deficiência física ou visual: laudo apresentado à Secretaria da Receita Federal do Brasil para a concessão do IPI;
- Para deficiência mental severa ou profunda ou autismo: laudo de avaliação emitido em conjunto por médico e psicólogo emitido por prestador de serviço público ou privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o SUS.
- Declaração Serviço Médico Privado Integrante do SUS, em se tratando de laudo emitido por prestador de serviço privado de saúde.
- Cópia da Carteira Nacional de Habilitação – CNH do deficiente condutor e/ou dos condutores autorizados;
- Para deficiente físico condutor, certidão e laudo de perícia médica fornecido pela Comissão de Exames Especiais do DETRAN/MG, dispensável se na CNH constar as restrições referentes ao condutor e às adaptações necessárias ao veículo.
- Comprovante de residência do beneficiário e do representante legal, se for o caso;
- Formulário Identificação do Condutor Autorizado, (modelo: 06.54.03);
- Documento que comprove a representação legal, se for o caso.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Casos de autismo sobem para 1 a cada 68 crianças