sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Estudos sugerem que o autismo pode ser reversível

 

 

Estudos sugerem que o autismo pode ser reversível

Se o diagnóstico do autismo ainda é um caminho desconhecido, a cura dos sintomas é uma grande incógnita. Mas um estudo divulgado no Journal of Autism and Developmental Disorders, uma publicação mensal destinada a promover o entendimento das causas e tratamentos do autismo, sugere que a síndrome pode regredir muito, a ponto da criança deixar de apresentar características típicas do espectro.
Para comprovar a possibilidade de regressão do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), os pesquisadores formaram três grupos com meninos e meninas de 8 a 18 anos de idade. Em um grupo reuniram 23 crianças e adolescentes sem nenhum diagnóstico da síndrome, o chamado “grupo típico”; noutro, estavam 27 diagnosticadas com autismo; e num terceiro grupo 22 crianças e adolescentes com uma condição que eles chamaram de “resultado ideal” — elas foram diagnosticadas com autismo antes dos 5 anos de idade, mas não apresentam mais nenhum sintoma do TEA.
A partir daí foi feito um teste de diagnóstico padrão, que envolveu a análise do comportamento das crianças para identificar as características do espectro. Assim, atitudes simples, como contar histórias e escovar os dentes, foram assistidas por estudantes universitários que desconheciam o diagnóstico de cada criança e não tinham conhecimento para distinguir características típicas do autismo. O que eles tinham que fazer era usar uma escala para classificar o quanto cada criança parecia agradável, consciente, extrovertida, neurótica e aberta à experiência.
Tanto nesse, quanto em outros testes realizados, a pontuação do grupo “resultado ideal” foi semelhante à do “grupo típico”. Um resultado que surpreendeu os pesquisadores foi que as crianças que não apresentavam mais as características do autismo foram classificadas como mais falantes e assertivas e menos reservadas do que as outras do grupo típico.
Esse segundo resultado conduziu a um outro, também intrigante: as crianças do grupo “resultado ideal” demonstraram características típicas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), como ter mais facilidade para se distrair durante uma conversa ou se comportar de forma mais animada quando falam de determinados assuntos. Essa constatação vai de encontro a estudos que sugerem que crianças que superam o autismo podem desenvolver comportamentos típicos do TDAH.
Não é a primeira vez que essa notícia animadora surge, mas é preciso ter cautela. “Os primeiros artigos mostrando que uma pequena porcentagem de autistas que conseguiram sair do espectro foram duramente criticados pela falta de controle ou por um possível erro no diagnóstico inicial. Em 2013 alguns trabalhos revisitaram essa questão, corrigindo os problemas iniciais. Eles apontaram que 1–5% dos autistas realmente conseguem sair do espectro. Agora foi publicado mais um trabalho confirmando essas observações: o autismo é reversível. A grande questão é: por que isso acontece com uns e não com outros?”, questiona o biólogo da equipe técnica da Tismoo, Dr. Alysson Muotri.
Não há uma explicação científica. Os próprios pesquisadores sugerem que “estudos que acompanham as crianças autistas desde o diagnóstico podem ajudar a confirmar ou refutar as novas descobertas”. Para o Dr. Muotri, essa seria uma importante revelação. “Terapias realmente ajudam muito, mas não nos ajudam a explicar o fenômeno. Nós trabalhamos com a hipótese de uma causa neuro-genética que predispõe alguns autistas a superar a própria condição. Entender isso nos permitiria ajudar aqueles menos favorecidos”, finaliza.
Fonte: https://medium.com/tismoo-biotecnologia/estudos-sugerem-que-o-autismo-pode-ser-revers%C3%ADvel-7afd9f2853e1#.ewolqz6a8

domingo, 2 de outubro de 2016

E a cura aos poucos vem chegando!Diagnósticos bem precisos que com certeza beneficiarão nossos autistas e outras síndromes também!!
http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/2016/09/30/16012305-cientistas-descobrem-tecnica-inovadora-na-luta-contra-o-autismo.html

 Na busca por melhores formas de diagnosticar e tratar doenças genéticas como o autismo, um laboratório em São Paulo desenvolveu uma nova técnica em parceria com a universidade da Califórnia. Veja todos os vídeos do Jornal da Band.

Fonte: Jornal da Band.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Estudo: níveis de vitamina B12 baixa nos cérebros afetados pelo autismo ou esquizofrenia


Diminuir pode decorrer de estresse oxidativo e causar alguns sintomas de autismo, os pesquisadores especulam em estudo possibilitada pela doação pós-morte cerebral


25 janeiro de 2016

Foto por: Saad Faruque
Um novo relatório descreve invulgarmente baixos níveis de vitamina B12 no cérebro de pessoas afetadas pelo autismo ou esquizofrenia. O estudo também descobriu que os níveis de vitamina diminuir com a idade, independentemente de se uma pessoa tem uma condição neurológica.
O jornal de acesso aberto aparece hoje na revista PLOS One.
Os pesquisadores especulam que os níveis anormalmente baixos de B12 visto nos cérebros afetados pelo autismo ou esquizofrenia pode resultar de estresse oxidativo - uma condição inflamatória prejudicial. Estudos anteriores documentaram sinais de stress oxidativo no cérebro de algumas pessoas afetadas por qualquer condição.
O líder do estudo Richard Deth, da Nova Southeastern University "Os grandes déficits de B12 cérebro de indivíduos com autismo e esquizofrenia pode ajudar a explicar por que pacientes que sofrem destas doenças apresentam sintomas neurológicos e neuropsiquiátricos", diz o líder do estudo Richard Deth, da Nova Southeastern University, em Fort Lauderdale, Florida. "Estes resultados são particularmente significativos porque as diferenças encontradas em B12 cérebro com o envelhecimento, autismo e esquizofrenia não são observados no sangue, que é o local onde os níveis de B12 são normalmente medidos."
Deth e seus co-autores chamam de pesquisas adicionais para explorar se o uso de B12 metil suplementar e antioxidantes pode ajudar a prevenir o estresse oxidativo e aliviar sintomas destas condições.
Pesquisa tornada possível por doações pós-morte do cérebroO estudo envolveu a análise do tecido a partir de 64 doações pós-morte do cérebro. Essas doações incluídos feitas a BrainNet autismo, uma iniciativa apoiada pela Autism Speaks e da Fundação Simons para a Pesquisa do Autismo.
Os pesquisadores descobriram que, em geral, os níveis de B12 no tecido cerebral de crianças com autismo eram três vezes inferiores aos níveis no tecido cerebral de crianças não afetadas pela doença. Na verdade, os níveis médios de B12 do cérebro para as crianças com autismo foi próximo ao do tecido cerebral de adultos não afetados em seus 50 anos. Este padrão de níveis de vitamina B12 menores do que o típico persistiu ao longo da vida no tecido cerebral dos doadores afectados por qualquer autismo ou esquizofrenia.
B12 e desenvolvimento do cérebroUma forma ativa de B12 chamado methylcobalamin, ou metil B12, apóia o desenvolvimento saudável do cérebro através de um processo conhecido como regulação epigenética da expressão do gene, diz Deth. (Para mais informações sobre epigenética e desenvolvimento do cérebro, consulte "O que é epigenética, eo que isso tem a ver com o autismo?") Níveis reduzidos de metil B12 no cérebro podem afetar adversamente o desenvolvimento inicial do cérebro e pode atrapalhar o aprendizado ea memória mais tarde na vida , ele propõe.
Leia o artigo completo - "os níveis cerebrais Diminuição de vitamina B12 no envelhecimento, o autismo ea esquizofrenia" - aqui. O estudo recebeu apoio financeiro do Instituto de Pesquisa em Autismo.


Fonte: https://www.autismspeaks.org/science/science-news/study-vitamin-b12-levels-low-brains-affected-autism-or-schizophrenia
Tradução goagle