terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

10 mandamentos dos pais com crianças especiais, que são eles:

10 mandamentos dos pais com crianças especiais, que são eles:
•Viva um dia de cada vez, e viva-o positivamente. Você não tem controle sobre o futuro, mas tem controle sobre hoje.
•Nunca subestime o potencial do seu filho. Dê-lhe espaço, encoraje-o, espere sempre que ele se desenvolva ao máximo das suas capacidades. Nunca se esqueça da sua capacidade de aprendizagem, por pequena que seja.
•Descubra e permita mentores positivos: familiares e profissionais que possam partilhar consigo a experiência deles, conselhos e apoio.
•Proporcione e esteja envolvido com os mais apropriados ambientes educacionais e de aprendizagem para o seu filho desde a infância.
•Tenha em mente os sentimentos e necessidades do seu conjugue e dos seus outros filhos. Lembre-lhes que esta criança especial não tem mais do seu amor pelo fato de perder com ele mais tempo.
•Responda apenas perante a sua consciência: poderá depois responder ao seu filho. Não precisa justificar as suas ações aos seus amigos ou ao público.
•Seja honesto com os seus sentimentos. Não pode ser um superpai 24 horas por dia. Permita-se a si mesmo ciúmes, zanga, piedade, frustração e depressão em pequenas necessidades sempre que seja necessário.
•Seja gentil para consigo mesmo. Não se foque continuamente naquilo que precisa ser feito. Lembre-se de olhar para o que já conseguiu atingir.
•Pare e cheire as rosas. Tire vantagem do fato de ter ganho uma apreciação especial pelos pequenos milagres da vida que os outros dão como garantidos.
•Mantenha e use o sentido de humor. Desmanchar-se a rir pode evitar que seja desmanchado pelo stress.
Após seguir estas regras, sugere-se, ao ter um diagnóstico concreto do tipo de autismo ao qual a criança é acometida, que os pais intervenham dialogando com as suas crianças de forma a que a comunicação seja facilitada.

Sintomas e características comuns do transtorno autista

1.2. Sintomas e características comuns do transtorno autista
Segundo a ASA – AUTISM SOCIETY OF AMERICA, “Indivíduos com Autismo usualmente exibem pelo menos metade das características abaixo listadas. Estes sintomas têm âmbito do brando ao severo em intensidade de sintoma. Além disso, o comportamento habitualmente ocorre através de muito diferentes situações e é consistentemente inapropriado para sua idade”.
1.Dificuldade de relacionamento com outras crianças;
2.Riso inapropriado;
3.Pouco ou nenhum contato visual;
4.Aparente insensibilidade à dor;
5.Preferência pela solidão; modos arredios;
6.Rotação de objetos;
7.Inapropriada fixação em objetos (apalpá-los insistentemente, mordê-los);
8.Perceptível iteratividade ou extrema inatividade;
9.Ausência de resposta aos métodos normais de ensino;
10.Insistência em repetição, resistência em mudança de rotina;
11.Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo);
12.Procedimento com poses bizarras (fixar objetos ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determinada maneira os alisares…);
13.Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal);
14.Recusa colo ou afagos;
15.Age como se estivesse surdo;
16.Dificuldade em expressar necessidades (usa gesticular e apontar no lugar de palavras);
17. Acesso de raiva (demonstra extrema aflição sem razão aparente);
18.Irregular habilidade motora (pode não querer chutar uma bola mas pode arrumar blocos).
Ainda que o transtorno Autista possa vir associado a diversos problemas neurológicos e/ou neuroquímicos, não existe ainda nenhum exame específico que possa detectar a sua origem.
Os diagnósticos são formulados sempre a partir da observação de um conjunto de sintomas apresentados pela pessoa, os sintomas devem incluir:
a)Anormalidades no ritmo do desenvolvimento e na aquisição de habilidades físicas, sociais e de linguagem;
b)Respostas anormais aos sentidos: o autista pode ter uma combinação qualquer dos sentidos (visão, audição, olfato, equilíbrio, dor e paladar); a maneira como a criança equilibra o seu corpo pode ser também inusitada;
c)Ausência ou atraso de fala ou de linguagem, embora possam se apresentar algumas capacidades específicas de pensamento;
d)Modo anormal de relacionamento com pessoas, objetos, lugares ou fatos.
Veja abaixo os 14 sintomas cardeais para o reconhecimento do Transtorno Autista. Se uma pessoa apresentar pelo menos 5 destes sintomas de forma persistente e em idade inadequada, pode-se aventar a hipótese de Autismo e a família deve ser orientada a buscar um tratamento médico especializado.



sábado, 28 de janeiro de 2012

Microsoft e autismo

Microsoft e autismo

O brasileiro ainda contou sobre a aproximação, há alguns meses, da Nasa e da Microsoft interessadas em contribuir com suas pesquisas sobre autismo. Com a Microsoft a parceria tem caminhado com interesse de ambas as partes. Nesse "namoro", estão discutindo atualmente como a empresa de tecnologia pode ajudar — um exemplo seria acelerar a análise visual dos neurônios.
Alysson Muotri no PopTech

"Fiz um curso de uma semana intensiva na National Geographic (NatGeo) e fui exposto ao pessoal da Casa Branca, políticos e pessoal da mídia (NPR, NY times, SciAmerican, RadioLab, etc). Conheci pessoas altamente influentes e que estão extremamente interessadas em fazer com que minha pesquisa avance de forma dramática", explicou Alysson que teve essa opotunidade por ter sido eleito em agosto para um seleto grupo de pesquisadores da iniciativa PopTech,em Maine, nos Estados Unidos. Apesar de não muito divulgada no Brasil, a PopTech tem uma presença marcante nos EUA ao promover encontros anuais com uma série de inovadores e líderes mundiais, incluindo políticos, artistas, cientistas e pessoas comuns que podem, com suas ações e boas intenções, plantar sementes de novas ideias e causar um impacto transformador no mundo — assista aos vídeo do evento (em inglês). Esses transformadores são pessoas que se dedicam integralmente à busca de uma sociedade mais justa e equilibrada. A instituição tem forte apoio de gigantes como Microsoft, National Geographic, Nike e Google. Um dos objetivos é transformar a forma como a ciência é feita, através de colaboracoes inusitadas. "Alem disso, eles despertam o interesse de areas que necessitam urgentemente de apoio, como o autismo", contou. Ate o ano passado o PopTech focava bem na parte social e agora estão entrando de cabeça na área biológica. "Acho que minha pesquisa foi atraente para eles pois une o impacto social (ajudar os pacientes) com o impacto biologico (entender o cerebro)", opinou o brasileiro. (leio a coluna de Alysson Muotri no G1, sobre o PopTech)

O curso na NatGeo foi um treinamento sobre como transmitir os resultados das pesquisas científicas para o público (linguagem, imagens, etc.) e como buscar colaborações mais efetivas, que acelerem o que já se tem. "Essa experiëncia me colocou em contato com grandes associações como Nasa e microsoft, que podem fornecer tecnologias para serem aplicadas na busca de novos medicamentos para o autismo", esclareceu Alysson, que citou o site http://poptech.org/accelerator, onde pode-se ver alguns exemplos desse tipo de "aceleradores" de inovação que eles ajudaram a fertilizar .

O CEO de pesquisa da Microsoft foi um dos convidados e também encontrou Alysson Muotri na NatGeo. Desse encontro surgiu a ideia de contribuir com a pesquisa em autismo. "Poderá haver uma colaboração entre meu grupo e Microsoft, por exemplo, na busca de novas metodologias para acelerar a descoberta de uma droga eficaz", explicou o neurocientista.

Os demais integrandes do grupo PopTech 2011 podem ser vistos neste link.
 

domingo, 15 de janeiro de 2012

É preciso seguir o blog

Vamos participar amigos, o prefeito de BH e de vários Estados precisam conhecer o autismo também!!
Não se veta um PL como esse e fica assim mesmo, sem resposta! A força do movimento precisa ser mostrada à esses prefeitos pois a causa é JUSTA!!!!
BASTA PARTICIPAR DO BLOG, MAS TEM QUE CLICAR E SEGUIR,VISITAR NÃO ADIANTA, É PRECISO SEGUIR, A AJUDA DE VCS É MUITO IMPORTANTE!
http://universoautismo.blogspot.com/

AOS QUE JÁ ESTÃO SEGUINDO  MUITO OBRIGADO!!

Tecnologia - Decifrando a sopa de letrinhas dos tablets

Por Murilo Queiroz

Na coluna anterior eu falei bastante do iPad e de como ele vem sendo usado por autistas, o que despertou bastante interesse e muitas perguntas. Hoje vou tentar esclarecer alguns pontos que vão ajudar a responder à mais frequente delas: “Qual tablet comprar?”.

Tablet

Primeiro precisamos definir o que é um tablet (palavra em inglês que significa “tabuleta” ou “prancheta” – e não “tablete”!). Um tablet é qualquer computador que seja composto apenas de uma tela do tamanho de um livro (ou maior) e que para ser usado não precise de teclado, mouse ou outros dispositivos de entrada tradicionais. Ao invés disso, é controlado por toques (dos dedos ou de uma pequena caneta) na tela.
É justamente não precisar de mouse, teclado ou inúmeros botões que torna os tablets tão intuitivos, e por isso muito interessantes, especialmente para autistas. Tocar diretamente as figuras ou arrastá-las com o dedo são tarefas extremamente simples, rapidamente assimiladas.
O tablet mais famoso do mundo é, sem dúvida, o iPad, fabricado pela Apple, mas existiram muitos antes dele (como o  Newton, produzido pela própria Apple em 1993 e considerado um fracasso!) e hoje há inúmeros modelos, de diferentes marcas e preços. Quase todos podem ser uma ferramenta interessante e divertida tanto para crianças com autismo quanto para o dia a dia de pais e cuidadores, e praticamente tudo que se fala sobre “iPad e Autismo” se aplica a esses outros tablets também.

O Sistema Operacional

Já sabemos que um tablet é um tipo de computador, e todo computador precisa de um sistema operacional (SO), que é o programa principal, responsável por controlar a execução de todos os outros. Ao ligar um computador ou tablet a primeira coisa com que se tem contato é o SO; é ele que dá “a cara” ao computador, e é através dele que realizamos todas as tarefas.
O sistema operacional mais usado e conhecido é o Windows, produzido pela Microsoft e presente na maioria dos computares de mesa e notebooks. Ele é tão comum que às vezes é confundido com o próprio computador, mas existem alternativas: os computadores produzidos pela Apple (chamados Macs), por exemplo, não rodam Windows, mas um sistema da própria Apple (o Mac OS X). Um outro sistema operacional conhecido é o Linux, que é totalmente gratuito por ser software livre (o que significa que qualquer pessoa tem acesso aos detalhes do seu funcionamento interno e é livre para fazer modificações e melhorias nele, algo que o torna extremamente interessante para profissionais da área, estudantes e curiosos).
Um ponto importante é que programas (como um editor de textos ou o navegador que usamos para acessar a Internet) são feitos para sistemas operacionais específicos. Um programa feito para Windows não vai funcionar em um computador da Apple, ou em um computador idêntico mas que esteja rodando o sistema operacional Linux. Dessa forma, o sistema usado por um computador ou tablet determina quais programas vão funcionar nele.

Modelos de Tablets e seus Sistemas Operacionais


tablets2-siteWindows (Microsoft)

Vimos que o Windows é um sistema operacional muito conhecido, e que programas para ele vão rodar em quaisquer computadores que o usem, mas será que existem tablets com Windows?
A resposta é sim! Antes da febre do iPad existiram muitos modelos assim, mas hoje são bem mais raros. Na prática eles são notebooks com tela de toque, e por isso compartilham as mesmas qualidades e defeitos dos notebooks.
Por rodarem Windows são compatíveis com praticamente todos os programas que já usamos nos computadores de mesa, o que é ótimo, mas também por isso acabam sendo raros os programas feitos especialmente para o uso com toque. Como o Windows não foi feito para tablets, muitas vezes usar aplicativos sem o teclado físico é algo desajeitado, e a própria interface sempre nos lembra que foi feita pensando em um mouse, e não nos dedos!
Além disso, por serem derivados de notebooks esses tablets costumam ser tão caros e tão pesados quanto um notebook, o que prejudica bastante a mobilidade (e autonomia, já que a bateria não dura muito). Dois modelos que chegaram a fazer sucesso foram o Dell XT2 e o HP Slate 500. O site http://www.openautismsoftware.org possui alguns programas gratuitos, voltados para o autismo, específicos para esses tablets.


iOS (Apple)

Como já mencionamos a Apple utiliza em seus computadores de mesa e notebooks um sistema próprio, o Mac OS X. Durante o desenvolvimento do iPhone esse sistema foi fortemente modificado e adaptado de maneira a funcionar bem em um telefone celular. O sucesso fenomenal do iPhone, que inaugurou a febre dos chamados smart phones (telefones celulares com acesso a Internet e capazes de executar um grande número de programas sofisticados) tornou essa versão, rebatizada de iOS, muito popular. É importante notar que o iOS ficou tão diferente do Mac OS X que programas para computadores  comuns da Apple não funcionam nele.
Além do iPhone, a Apple também produz o iPod Touch, que nada mais é que um “iPhone sem o celular”, o que faz bastante sentido, já que muita gente usa o iPhone não para fazer ligações mas para jogar, acessar a internet, assistir a vídeos e ouvir música. O iPod Touch roda o mesmo sistema do iPhone, e como já vimos, isso faz com que todos os programas para iPhone funcionem no iPod Touch e vice-versa.
O iPad, por sua vez, nada mais é que um “iPod Touch grande”. A tela bem maior trouxe diversas novas oportunidades, é claro: é muito mais confortável ler uma revista digital no iPad que no iPhone ou iPod, mas fora a tela grande, o funcionamento é exatamente o mesmo.
O importante a notar aqui é que a maioria dos programas voltados para autismo funciona tanto no iPad quanto no iPod Touch, que é menor e muito mais barato, porque todos eles são para o iOS!

Android (Google)

Da mesma forma que a Apple usou um sistema operacional de computadores de mesa para criar um exclusivo para tablets, o gigante da Internet Google também se baseou num sistema já existente. Como o Google não possui um sistema operacional próprio (como a Microsoft e a Apple) ele preferiu adotar o Linux, livre e que pode ser modificado à vontade.
Assim como ocorreu com o iOS o sistema para tablets criado pelo Google ficou tão diferente do Linux original que recebeu um novo nome: Android. Assim como o Linux o Android também é software livre, e pode ser distribuído e modificado. Isso causou um efeito interessante: diversos fabricantes, partindo dos líderes de mercado como Samsung e Motorola e indo até pequenas marcas chinesas praticamente desconhecidas passaram a produzir smartphones e tablets Android. Recentemente a Amazon lançou um tablet Android também, o novo Kindle Fire, bem diferente e voltado aos livros e outros serviços (como a venda de livros digitais, os ebooks) da Amazon.
Por causa disso há uma enorme variedade de dispositivos Android, que variam de celulares baratinhos até tablets tão ou mais sofisticados e caros que o próprio iPad. Seguindo a regra que já mencionamos, os programas feitos para Android vão funcionar na maioria dos dispositivos que usam esse sistema. O problema é que a variedade de equipamentos é tão grande que os dispositivos acabam ficando muito diferentes entre si, com relação a velocidade, memória, tamanho da tela e outros recursos. Além disso, há várias versões diferentes do Android: as mais comuns são a 2.2 e 2.3, usadas em celulares e em tablets baratos, e a 3.0 e 3.1, específicas para tablets.
Na prática, devido a essa variedade (chamada também de fragmentação e que muitos consideram a maior fraqueza do Android), nem todos os programas vão funcionar, qualquer que seja seu dispositivo. É claro que um tablet grande e caro, como por exemplo o Samsung Galaxy Tab 10”, Motorola Xoom ou Acer Iconia tem mais chances de ser capaz de rodar tudo. E a quantidade total de programas para Android, apesar de vir crescendo muito, ainda é bem menor que a de programas para iOS.
Ao mesmo tempo, tablets baratos como o Coby Kyros (que pode ser encontrado por menos de R$ 300, cinco vezes menos que um tablet topo de linha) são capazes de rodar uma grande quantidade de programas, inclusive a maioria dos voltados ao público infantil (ou autista). Não ficam tão rápidos (ou, às vezes, tão bonitos), mas funcionam.

E afinal, qual tablet comprar?

Como vocês podem imaginar, essa é uma decisão difícil; com certeza há razões para discordar de qualquer sugestão que eu possa dar! Ainda assim, arrisco-me a dar umas dicas, e receberei com prazer sugestões e críticas na seção de comentários.
O tablet ideal para você depende, basicamente, do seu perfil:
  • Se seu orçamento é mais generoso vale a pena investir num tablet sofisticado, e aí a decisão fica entre o iPad e um tablet Android topo de linha, como o Samsung Galaxy Tab de 10 polegadas. Escolha o iPad se tecnologia não é sua praia, já que o Android pode ser um pouco menos amigável, especialmente no início.
  • Na faixa de preço mediana você pode escolher entre um iPod Touch, que é do tamanho de um celular, ou Samsung Galaxy Tab (de 7”). Se você fizer questão de uma tela maior mas não pode pagar muito, a alternativa é o Coby Kyros de 10”.
  • Se a idéia é gastar o mínimo, compre um tablet Android de entrada. Tenha em mente que ele naturalmente é mais limitado que um iPad ou Android 3.0 (não dá para comparar um carro 1.0 com um sedã de luxo!), mas ainda assim é prático e vai rodar a maioria dos aplicativos que nos interessam. Nessa vale a pena procurar o Coby Kyros de 7”. Uma outra possibilidade é o Kindle Fire, da Amazon, mas é importante lembrar que ele é bem diferente, sendo provavelmente ainda mais incompatível com a maioria dos programas já existentes.


Murilo Saraiva de Queiroz, 34 anos, é cientista da computação, mestre em engenharia eletrônica, e trabalha com o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias na Igenesis. Ele mora em Belo Horizonte (MG) com sua esposa Cyntia, psicóloga, e seu filho, Max, de quatro anos, que tem autismo clássico. Seu blog é muriloq.com/blog e e-mail muriloq@gmail.com

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

iPad ajuda menino autista no processo de socialização

RS: iPad ajuda menino autista no processo de socialização


Lançamento do iPad 2: vantagens dos tablets para a educação foram exaltadas. Foto: AP Lançamento do iPad 2: vantagens dos tablets para a educação foram exaltadas
Foto: AP
Um caso recente tem intrigado pesquisadores e demais membros da comunidade científica de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. Uma criança de seis anos, portadora de autismo, passou a se comunicar com seus pais e colegas a partir do momento em que começou a usar um iPad para jogar e aprender conceitos como números e letras do alfabeto.
"O menino realizava trabalhos de cognição com uma aluna minha e não emitia resposta com nenhum dos métodos que utilizamos com outras crianças. A partir do momento em que ele teve contato com o iPad, sua comunicação melhorou consideravelmente, chegando ao ponto de pedir um aparelho similar aos pais para uso em casa", conclui Nize Maria Pellanda, doutora em Ciências da Educação e professora da Universidade de Santa Cruz do Sul.
Segundo a pesquisadora, não estão disponíveis muitas pesquisas sobre a recepção pelos autistas do ruído emitido por tablets, por isso ainda não é possível inferir muito sobre o assunto. "Há evidências de reação no processo cognitivo e até mesmo afetivo dos autistas com os tablets, mas muito pouco foi realmente pesquisado e documentado a respeito", completa Nize.
Tablets: revolução tecnológica na educação
Desde o surgimento do primeiro iPad, em 2010, até a expansão e massificação dos tablets uma revolução tecnológica passou a se desenhar no mundo, influenciando, entre outras áreas, a educação. Em sala de aula, aparelhos como esses, que permitem acesso à internet e dispensam a impressão de livros e cadernos, possibilitam uma atualização constante do material de estudo e aumentam a interatividade entre professores e alunos.
No início de setembro, o ministro da Educação Fernando Haddad anunciou para 2012 a compra de tablets para a utilização em instituições de ensino da rede pública. Ainda não foram divulgados mais detalhes acerca da quantidade, modelo do aparelho e instituições beneficiadas. Por enquanto, a novidade está restrita a poucas instituições privadas, caso das universidades Estácio de Sá (RJ) e UniSeb, de ensino à distância.
Pioneiro no uso de tablets, o Grupo Integral, de Campinas (SP), adota desde o ano passado o gadget no dia a dia dos seus estudantes. Quando o aluno se matricula no Ensino Médio, recebe um iPad, que fica em sua posse até o término do ano, quando é devolvido à escola. Segundo o diretor de uma das unidades do grupo, Ricardo Falco, o feedback positivo veio naturalmente. "O que percebemos nesse ano de trabalho é que os alunos sentem-se mais estimulados à leitura com os aplicativos de jornais e revistas e do material didático no formato digital, além dos portais à sua disposição", resume.
Em países mais desenvolvidos, como nos Estados Unidos, essa mudança já é uma realidade. Em um artigo para o site americano de tecnologia Mashable Tech, Vineet Madan, vice-presidente da McGraw-Hill Higher Education, uma das maiores instituições de produção de material para escolas e universidades do mundo, defendeu a adoção de tablets em ambientes de ensino. "A leitura, por exemplo, se torna muito mais dinâmica para os alunos, integrando áudio, imagem e vídeo. E diversas soluções educacionais do mundo moderno passam pelo conceito de nuvem (modelo no qual as informações e arquivos ficam disponíveis em um cyberespaço), e os tablets estão totalmente alinhados com essa proposta", comenta.
Mas o assunto não traz apenas pontos positivos. Alguns educadores não são tão otimistas em relação aos potenciais benefícios que esses gadgets podem representar. Segundo o psicólogo e professor da Universidade Federal de São Carlos, Celso Goyos, toda a empolgação com o uso de tablets em sala de aula deveria ser redirecionada na qualificação do ensino, uma mudança que, segundo ele, não vai acontecer apenas com a distribuição desses novos aparelhos em sala de aula.
"Por falta de recursos eficazes em educação, diretamente relacionada à escassez de pesquisas que de fato focalizem no problema de ensino e aprendizagem, a sociedade brasileira olha esperançosa para as maravilhas tecnológicas à espera de um milagre também na área de educação", destaca Goyos. Ainda segundo ele, a psicologia experimental tem produzido enormes avanços nessa área ao longo dos últimos 30 anos, mas é uma contínua dificuldade fazer com que esses conhecimentos extrapolem os muros da academia e sejam incorporados em sala de aula.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

IPAD O Grande presente de natal para o Glauco

Hoje venho aqui para agradecer a todos os amigos que direta ou indiretamente contribuiram para a compra do Ipad para meu filho Glauco, que é autista, este equipamento será extremamente importante para seu desenvolvimento, em especial para a Val que não mediu esforços para alcançar nosso objetivo, a Analu sempre apoiando nossas campanhas, a Edna, a Angela e Dudu, ao Alex, enfim a todos que participam do blog, se informando e aprendendo um pouco mais sobre estes seres de cristal! Que deus de a todos vcs tudo em dobro, com muita saúde, paz e alegrias, guiando e iluminando sempre seus caminhos!
Obrigada!!beijooooo


Estarei em breve postando aqui a evolução do Glauco com esta ferramenta incrível,  pois ainda estamos  configurando os aplicativos do IPAD que  vão auxiliar em diversas áreas a superar suas dificuldades motoras, de comunicação e sociais! Já podemos adiantar sem sombra de dúvidas que os aplicativos disponibilizados na Apple Store são fantásticos, no entanto muitos são pagos, por isso é muito importante escolher com cautela os apps que melhor possam atender as nescessidades específicas de cada um! Mas existem muitos outros aplicativos gratuitos que também podem auxiliar especificamente em diversas áreas, caso alguém precise de maiores informações entre em contato comigo, estou a disposição para ajudar com a a escolha dos apps!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

AJUDA PARA RETIRAR A FRALDA


Uso do banheiro

Desfraldar pode ser um dos momentos mais surpreendentes do desenvolvimento dos nossos filhos. Alguns surpreendem positivamente e a coisa flui numa tranquilidade, mas em outros casos muitos contratempos podem acontecer.Com o Pedro foi a base de muitas lágrimas, de ambos os lados até descobrirmos uma maneira que funcionásse.
Primeiro nós optamos por colocar o Pedro no banheiro de 20 em 20 minutos, mas não tivemos sucesso de nem uma única gota de xixi no vaso e assim não conseguimos premiá-lo e como o comportamento esperado não acontecia, não havia maneira de explicar a ele que era aquilo que nós esperávamos dele.
Comprei bonecos q fazem xixi, o boneco fazia xixi no vaso e daí eu dizia ao Pedro que era a vez dele, e nada ..... ele até fazia o boneco fazer o xixi, mas o dele não vinha.
Então decidimos sentar o Pedro no vaso, dando muita água até q ele fizesse o xixi, nota que eu trocava a cueca de constantemente pq sempre estava molhada, então, seguindo a lógica, se ele ficasse tempo suficiente sentado no vaso, o tal xixi viria naturalmente. Ledo engano, foram horas tomando água, lágrimas de ambos os lados até que eu desisti e deixei ele sair do vaso e a porta do banheiro ele fez TODO o xixi do mundo.
Atonita, eu já não sabia mais o que fazer, eu já estava na terceira semana de tentativas por um xixi no vaso e nada, o Pedro tinha 24 cuecas e eu tinha q lavar no meio do dia porque senão faltava cueca limpa.
Então veio uma outra idéia, ao invés de premiá-lo pelo xixi no vaso, resolvi valorizar as cuecas secas e limpas assim deixaríamos nosso campo de batalha, o vaso sanitário, num segundo plano.
Foi simples, só requereu um pouco de paciência, mas acho que assim fica mais fácil da crinaça pegar a idéia.
Nós levavamos o Pedro de 20 em 20 minutos ao banheiro e cada vez q ele estava seco nós premiávamos com elogios (sempre) "você esté limpo e seco, que bom, viva!" o elogio social sempre deve acompanhar qualquer outro prêmio e quanto mais especifica for a linguagem, melhor, dizer um "muito bem!" não ressalta: muito bem o quê? Então é melhor usar um "Viva, você está seco! Ou qualquer coisa do tipo que ressalte o que você está elogiando. No começo há a necessidade do uso de um reforçoo tangível, que no caso do Pedro era um vídeo de alfabeto na linguagem dos sinais eu coloquei um dvd portátil no banheiro e ele só tinha acesso a esse prêmio dentro do banheiro quando eu checava se ele estava seco.
Se ele fazia xixi nas calcas teria q esperar molhado até a próxima checada para eu trocá-lo, como era de 20 em 20 minutos, ele nunca passaria mais de 20 minutos molhado, por isso não é o fim do mundo, e quando ele estava molhado, eu sentava ele no vaso e trocava a roupa dele, mas ele não ganhava o prêmio. Depois de 3 dias nessa tática nos conseguimos os primeiros xixis expontaneos no vaso, aí ele ganhava um pedacinho de bolacha (pelo xixi) e o video (por estar seco) além de muitos beijos e elogios.
Então comecei a espassar as checadas para cada 30 minutos e assim aumentando. Ficamos um bom tempo de hora em hora e depois mais uns meses de 2 em 2 horas. Quando ele já se mantinha seco a maior parte dos dias, colocamos o xixi na rotina, então ele sabia que teria aqueles horários para ir ao banheiro. Nós começamos o treino do banheiro em junho de 2007.
O cocô foi outra novela, ele tinha um local de preferência para o cocô que era no jardim, quando mudamos de casa ele passou a fazer olhando pela janela ou brincando com alguns brinquedos específicos, quando notei isso, fiz um livrinho baseado nas histórias sociais para ajudá-lo a entender que o cocô não era naqueles locais, mas no banheiro. Foram algumas tentativas de histórias sociais. Também aliei o incômodo do cocô na cueca, fazendo esse incômodo ainda mais incômodo. Qunado ele fazia cocô no andar de baixo, trocava ele no banheiro de cima, fazendo ele andar com o cocô pesando na cueca, quando ele fazia no andar de cima, a troca era feita no banheiro de baixo. Assim, antes nós carregávamos ele ao banheiro para a troca, com o aumento do incômodo, aumentou também a motivação pelo uso do vaso sanitário para fazer cocô.
Foram alguns anos de inconstância do uso do banheiro, de sair com trocas de roupas, de ficar de olho, em 2010 conseguimos a normalidade nessa questão, inclusive o desfraldar noturno.


Já com o Luís a questão foi outra, ele tinha fobia de banheiro, de sentar no vaso, do barulho da descarga .... comecei sentando ele de roupa no meu colo no vaso sanitário, brincávamos lá, depois foi a vez dele sentar no vaso, com roupa mesmo, por 1 segundo, 5 segundos, 10 segundos .... depois só de fralda, também na contagem, depois nú ..... e daí conseguimos o desfralde.
Dar a descarga veio bem depois, só quando o uso do banheiro estava constante, outra questão que tivemos com o Luís foi a recusa de usar o banheiro fora de casa e daí eu tive que fazer o mesmo nos banheiros de loja, sentar ele no meu colo com roupa, sem roupa e finalmente ele sentar, nessa época eu ia à lojas só para treinar o banheiro, todos os dias.

Novo exame consegue identificar autismo em 10 minutos

Novo exame consegue identificar autismo em 10 minutos

O teste, desenvolvido nos EUA, utiliza um aparelho de ressonância magnética

O exame de imagens por ressonância magnética já existe na maioria dos hospitais. O exame de imagens por ressonância magnética já existe na maioria dos hospitais (John Foxx / Think Stock)
Em exames com 60 pessoas, entre sete e 26 anos, a eficiência foi de 95%
Em apenas 10 minutos já é possível dizer se uma criança tem autismo, graças a um novo exame desenvolvido por cientistas americanos. O teste, que usa um aparelho de ressonância magnética comum, possibilita um diagnóstico cada vez mais precoce. A expectativa é que ele esteja disponível nos hospitais em cinco anos.
A um custo de 266 reais por paciente, o método apresenta uma precisão de 95%. Mostrando como diferentes partes do cérebro se comunicam, ele deve substituir a exaustiva série de exames tradicionais a que psicólogos, psiquiatras e neurologistas submetem as crianças atualmente - e que mesmo assim podem levar anos para chegar a uma conclusão.
Pessoas autistas têm conexões mais fracas entre diferentes partes do cérebro, o que resulta em lentidão no aprendizado e problemas de comunicação e comportamento. O exame desenvolvido em Harvard mostra como moléculas de água viajam pelas conexões cerebrais. Com esse dado, os médicos são capazes de dizer se o paciente tem um cérebro autista ou não.
Eficiência - Os pesquisadores afirmam que ainda é preciso realizar mais testes para comprovar se o exame é realmente eficiente, mas estão otimistas. Em exames com 60 pessoas, entre sete e 26 anos, a eficiência foi de 95%. "O paciente mais jovem que testamos tinha 7 anos, mas estamos realizando testes em crianças de três”, diz Nicholas Lange, da Harvard Medical School.
Além da rapidez no diagnóstico, o exame pode contribuir também para o tratamento que, conforme já se sabe, precisa começar o quanto antes para dar resultados satisfatórios. Atualmente, há um caso de autismo no mundo para cada grupo de 100 pessoas.